O ser humano de modo geral tem um medo naturalizado e infantilizado da
morte, uma vez que a maioria das pessoas é "adestrada" desde a mais
tenra idade através de abuso infantil pela via do sórdido terror
religioso com seus preceitos, dogmas e crendices imbecis; seja pela
família, pela comunidade e pela religião e seus rituais ridículos e
pomposos; são induzidos a temer o fim da vida como algo terrificante e
assombroso. As pessoas vitimadas por tais praticas religiosas cruéis e
desumanas, criam, mesclam e recriam lendas, fantasias de céus e de
paraísos idílicos infantis, infernos tenebrosos, meios termos como
umbrais, purgatório, limbo, dentre outras cretinices sem sentido; coisas
que só cabem em cabeças vitimadas por indução ao terror da morte em
vida. Haverá coisa mais simples que nascer, viver uma vida plena e
produtiva, e ao final morrer; qual o problema em se terminar a
existência simplesmente? Essa necessidade de auto-eternização
imaginária, surge de um mecanismo comportamental animal chamado
auto-preservação; no caso dos seres humanos, parece haver uma tentativa
de se "racionalizar" fantasiosamente, quase que em desespero, um
"por-vir", criando-se um mundo ilusório "post-mortem" à parte, que
necessita da credulidade inquestionável e do auto-reforço operante
oriundo da comunidade, atuando no natural gregarismo dos seres humanos;
para se fazer crível e aceitável, ao ponto de o indivíduo inserido em
uma determinada comunidade crer piamente que seu destino será aquele
determinado por sua comunidade e e por sua tradição cultural
especificas, obvio que isso é algo que pode variar enormemente de
cultura para cultura; importando que se fossemos efetivamente acreditar
em vida após a morte teríamos que acreditar em milhares de
possibilidades de "destinos" para a consciência ao final da vida,
lembrando que se, e apenas se, uma dessas possibilidades estivesse
correta e fosse verossímil, todas as demais seriam falsas.
O religioso é antes de tudo um covarde que teme a vida medíocre e sem sentido que leva, e anseia fervorosamente "viver" sua própria fantasia da morte em vida; são verdadeiros zumbis que se alimentam do medo da vida, ansiando morrer para "viver".
O religioso é antes de tudo um covarde que teme a vida medíocre e sem sentido que leva, e anseia fervorosamente "viver" sua própria fantasia da morte em vida; são verdadeiros zumbis que se alimentam do medo da vida, ansiando morrer para "viver".
Se existisse um deus ou deuses, eles nunca seriam amorosos. Os furacões,
os tsunamis, os terremotos, as quedas de meteoros, os vulcões, as
tempestades, dentre outras manifestações colossais da natureza,...; se
fossem obras de algum deus ou deuses, seriam a maior e mais cabal prova
de todo esse desamor "divino" pela raça humana que uma deidade ou
deidades expressariam através de suas obras. (Por Robson Silva)
Acredito haver caminhos mais honestos e menos cruéis para a crença. Há outros caminhos menos perversos e castradores, além do Cristianismo. O
ateísmo para mim, foi o único caminho. Sou humana e não posso nascer
condenada, nem viver fadada a culpas que seres humanos me colocam. Muita gente não consegue ver razão no ateísmo. Mas existem outras propostas religiosas que não condenam tanto as pessoas.Até
na heterossexualidade as pessoas nascem condenadas, nesta religião...
Imaginem homossexuais. Por quê eu defenderia uma inclusão que não
existe? Estou
tentando não ser radical, pensar que algumas pessoas realmente tem a
necessidade de fé. Mesmo assim, há caminhos diferentes que não ferem
tanto.Foi
difícil pra mim romper com essa religião que condena o ser humano antes
de nascer. Acredito ser difícil para a maioria das pessoas, romper com a
idéia de fé ou algo superior que comande o universo. Mas, há outros
caminhos. As pessoas poderiam pensar nisso também...Não
tenho mais a necessidade de crença. Algumas pessoas sentem essa
necessidade, mesmo que rompam completamente com estas coisas.Ler
a bíblia com honestidade, foi o que me fez romper com isso.
Infelizmente, inventam "reinterpretações" para o que não é nada
agradável. Penso que se "incluir" nisso é pensar mais ou menos assim: "Ah, isso é
bom, vamos preservar. Mas aquele trecho não é agradável, vou tentar
reinterpretar. Já aquele ouSei lá. A gente já vive a vida dando murro em ponta de faca... pra quê, sofrer mais? O
que me daria hoje, tanta certeza de que há um paraíso a minha espera,
depois dessa vida? Fé? Eu acho isso tão pouco. Temos o paraíso a nossa
frente, que é a vida, a natureza...o que estamos esperando mais?! A
arrogância, a pretensão nos deixa achar que temos menos do que
merecemos???É
angustiante. No mínimo. Hoje sou angustiada não por culpas impostas por
religiões. Mas por não ser compreendida, tampouco, aceita pela forma
como penso hoje.Cansei de ouvir: "ela é atéia mas é gente boa"...Por
quê isso?! Será que as pessoas estão sendo honestas com elas mesmas?
Estão fechando seus olhos, assinando contratos sem ler?! O
que me torna melhor ou pior do que as outras pessoas? Acho isso tão
relativo. Caráter nunca foi e nunca será moldado por religião. Ou você
tem, ou não. No máximo, pode ganhar uma maquiagem que o esconda e a
religião dá isso. Você pode não ter nada na cabeça. Mas se você diz um "se deus quiser", você é aceito.
Muitas
vezes, tenho a sensação de que um médico estudou teologia. Todos os
créditos são para "deus". A pessoa fica anos em uma faculdade estudando,
para não ser reconhecida? Se errar, a culpa é tua, se acertar "foi deus
quem quis"? O
ser humano não tem mérito algum por nada que faça de bom... O outro que
me ampara nas dificuldades, também não. Por quê pensar assim? Por quê "sofrer é bonito"? Quem foi que disse isso? É o culto da dor o tempo todo...Cadê
a criatura que ouço desde que nasci, que tem um amor incondicional por
mim, mas que JAMAIS, jamais apareceu para me dizer: "eu existo"?. Acho
que fé simplesmente, não é prova de nada... Se temos que provar a nossa
existência o tempo todo, por quê esse ser "incondicional" não faz uma
demonstração?! Não
pensem que quando eu comecei a questionar isso, foi pensando em mim.
Foi pensando nos outros. Muitas vezes me peguei pensando: Por quê o
fulano TEM que passar por isso? Por quê tenho que achar o sofrimento
dele bonito? Não há nada de "nobre" na dor e no sofrimento. É isso. Fugi
do assunto, mas tentando entender essa superficialidade toda que se
apresenta como "inclusiva". Percebi que alguns direcionados a mim, eram puramente para defender
interesses pessoais... Duvidoso, muitas vezes o caráter de quem duvida
do nosso. Um bate-papo no Facebook me fez criar esta postagem. Pensei que fôssemos os únicos a pensar assim. Mas vi muita gente indignada se manifestando. Uma das opiniões: "Desculpe
me a estes grupos inclusivos, mas não consigo entender nenhuma
religião inclusiva que baseia seus ensinamentos filosóficos nos livros
Alcorão e Bíblia, como modelo filosófico religioso, pois todos sabemos o
quanto estes livros contribuíram com quase todas as atrocidades que
vemos hoje em dia."
Qual o deus que devo acreditar?
Em quantos deuses não acreditamos?
Deixo a pergunta: Como não concordar com Christopher Hitchens?
"A dúvida não é uma condição agradável, mas a certeza é absurda." (Voltaire)
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Comente com educação. Obrigada